Os rinocerontes órfãos devolvidos à natureza sem chifres para não atrair caçadores.

Os cinco filhotes tiveram seus chifres removidos (o azul se deve ao spray antisséptico) para evitar caçadores ilegais (Foto: Divulgação/Rhino Revolution)

Comércio ilegal de produtos feitos a partir do chifre dos rinocerontes coloca animais em risco em várias reservas africanas. Crença da medicina tradicional oriental sustenta que material pode curar doenças.

Cinco filhotes órfãos de rinocerontes foram devolvidos à natureza na última semana, na África do Sul. As mães desses rinocerontes foram mortas para o comércio de chifres.

Os filhotes foram resgatados, cuidados e reabilitados pela organização de proteção de rinocerontes Rhino Revolution, com base na África do Sul, durante dois anos.

Veterinária faz carinho em rinoceronte cuidado pela organização Rhino Revolution, na África do Sul (Foto: Neil Aldridge)

A organização “reabilita” animais que sofreram violência para devolvê-los à natureza, de forma que se mantenham independentes e não domesticados. Seus chifres foram retirados para que eles não virem alvo de caçadores ilegais.

O comércio ilegal de chifres de rinocerontes é uma prática comum em vários países da África. O material é traficado para países como China e Vietnã, onde é extremamente valorizado – comparável a ouro.

O negócio se baseia na crença, sem base científica, de que o chifre – que é feito do mesmo material que as unhas dos pés – pode curar tudo, de câncer a pedra nos rins.

Os animais viviam em diferentes reservas na África e tinham diferentes idades ao chegar ao “orfanato” da organização.

Animais formaram um grupo e foram devolvidos à natureza, na África do Sul (Foto: Divulgação/Rhino Revolution)

Os cinco filhotes foram, aos poucos, apresentados uns aos outros, e rapidamente formaram um grupo. Agora que todos têm entre dois e três anos de idade, são grandes o bastante para se defenderem sozinhos na natureza.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Pretória, na África do Sul, está acompanhando a adaptação dos rinocerontes à natureza. Os animais estão sendo monitorados à distância para que sejam avaliados comportamento, condição física e níveis de estresse e saúde.

Uma vez que se adaptarem a esse novo ambiente, eles serão introduzidos a uma região mais ampla da reserva, onde há rinocerontes brancos, para que possam se integrar aos poucos e se reproduzir quando chegar a hora para assim manter sua população.

 

Fonte/Créditos: G1