Embrapa fez relatório com agroquímicos apreendidos.

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A maior parte dos agroquímicos contrabandeados para o Brasil são apreendidos na fronteira dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul com o Paraguai. A informação consta na publicação “Inteligência territorial no monitoramento da entrada de agrotóxicos ilegais no Brasil”, realizada pela Embrapa Gestão Territorial.

Além deste foco foram registradas grandes quantidades de apreensões nas áreas de produção agrícola no estado do Mato Grosso. Há também registros esparsos no Oeste da Bahia e nos estados do Pará e do Rio Grande do Sul. “A forte correspondência com as regiões de fronteira decorre possivelmente do maior movimento de produtos ilegais nessas áreas, combinado com a fiscalização mais intensa”, comenta um dos autores do levantamento Claudio Spadotto,

“A qualidade e a segurança dos agrotóxicos são garantidas pelos cuidados na fabricação e pelas avaliações criteriosas no processo de registro, que no Brasil envolve três Ministérios – Agricultura, Saúde e Meio Ambiente. Os agrotóxicos ilegais não têm esses cuidados assegurados e não passam por nenhuma avaliação, portanto, podem causar sérios problemas para a saúde humana, meio ambiente, economia, além de fomentarem o crime organizado. Os agrotóxicos ilegais representam em torno de 20% do mercado legal do setor no Brasil. De 2001 a 2016 as apreensões de agrotóxicos ilegais, contrabandeados e falsificados, somaram 654 toneladas”, comenta Spadotto, que também é gerente-geral da Embrapa Gestão Territorial.

Para montar o relatório, os pesquisadores organizaram a lista das ocorrências de apreensão de agrotóxicos ilegais nos últimos anos e determinou a localização geográfica de cada uma das ocorrências. A publicação da Embrapa disponibiliza esse mapa, bem como os pontos da Polícia Rodoviária na malha rodoviária nacional. É possível observar regiões onde há cidades fronteiriças e poucos postos de fiscalização.

“É importante ressaltar que as rotas ilegais de entrada de mercadorias não se restringem às principais rodovias e caminhos clandestinos podem ser usados. Assim, o trabalho também apresenta os pontos da fronteira brasileira onde foram identificados, por meio de imagens de satélite, caminhos de acesso terrestre entre o Brasil e os países vizinhos. Esse trabalho evidencia as potencialidades de utilização de geotecnologias no monitoramento da entrada de agrotóxicos ilegais no território nacional, identificando as áreas que devem ser objeto de avaliação para a criação ou intensificação de ações de fiscalização”, conclui Spadotto.

O estudo está disponível nesse link: Inteligência territorial no monitoramento da entrada de agrotóxicos ilegais no Brasil

Fonte/Créditos: Portal AgroLink