Custos da diária-boi das propriedades representativas de SP e GO aumentaram entre 1,07% e 1,62%

Os custos da diária-boi (CDB) para confinamentos representativos de São Paulo e Goiás cresceram em dezembro entre 1,07% e 1,62%, segundo o Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnica da USP. Os CDB foram de R$ 8,21 e R$ 8,16 para propriedades médias (3 mil animais/ano) e grandes de São Paulo (27 mil animais/ano), respectivamente. Já para a unidade representativa de Goiás (16,5 mil animais/ano), o valor ficou em R$ 7,59.

Em dezembro, alguns itens alimentares, como o milho e a polpa cítrica, aumentaram de preço. O animal magro de 12 arrobas também ficou mais caro. Já os coprodutos do algodão tiveram recuo de cotações apenas em São Paulo. “Sendo assim, de forma geral, os custos das diárias-boi para o estado de Goiás ficaram 6,6% superiores ao início do monitoramento deste estudo (no mês de abril); o oposto foi registrado para o estado de São Paulo, em que os custos foram inferiores em 6,7% e 4,7% para médias e grandes, nesta ordem, em relação ao levantamento inicial”, informa a nota. Com isso, a diferença entre os custos de propriedades em São Paulo e Goiás vem diminuindo. A diferença de CDB que era de R$ 2,00 em junho, neste levantamento foi de apenas R$ 0,62.

“Apesar dos aumentos de custos terem sido modestos neste comparativo, o produtor – para garantir o lucro econômico – teria que receber valores por arroba superiores ao Custo Total (CT), que em dezembro foram de R$ 145,93, R$ 144,65 e R$ 138,48 para médias e grandes de SP, e para a unidade de Goiás, respectivamente (Tabela 2)”, ressalta o texto do boletim. Sendo assim, o controle permanente dos custos das operações do confinamento pode ser decisivo para gerar resultados econômicos favoráveis nesta atividade.

Confira o boletim completo em: http://bit.ly/2EtpFKe.

Entenda o Indicador – Para desenvolver o Índice, o pesquisador Gustavo Sartorello entrevistou 10 confinadores de São Paulo e nove de Goiás para, então, criar três propriedades confinadoras representativas: duas em SP (média e grande capacidade) e uma em GO (para detalhes técnicos, veja tabela abaixo). “Criei essas fazendas com características reais. Por exemplo, quais maquinários são usados, a potência, número de funcionários, mas não é uma média das propriedades”. Todos os meses, o Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal faz o levantamento de preços de insumos para atualizar os dados do indicador, que tem periodicidade mensal. “Minhas bases são Pirassununga, SP, e Acreúna, GO. Meus fornecedores são voltados para essas regiões. Tudo que está incluído na atividade, como palanque para cerca, arame liso, polpa cítrica, cordoalha, cocho, para tudo nós pesquisamos valores em pelo menos três empresas”, explica.

Planilha de custos – A FMVZ-USP também tem uma planilha de cálculo de custos de produção do confinamento (Entenda melhor o método e o indicador aqui). Quem quiser ter acesso à ferramenta e ao indicador pode acessar o site do LAE (http://paineira.usp.br/lae) ou mandar e-mail para lae-indicadores@usp.br ou gsartorello@gmail.com pedindo para receber o modelo de cálculo de custos e o boletim. Fornecedores que quiserem colaborar com o levantamento de preços de insumos também podem se cadastrar pelos e-mails acima.

 

Fonte/Créditos: Portal DBO