Pesquisa revela quais modelos são mais visados pelos bandidos, horários e locais com maior incidência de crimes

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Nos seis primeiros meses de 2017, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo registrou 957 roubos e 325 furtos de veículos agrícolas, em todo o Estado. Os dados acabam de ser tabulados e analisados no Boletim Econômico Tracker-Fecap de setembro, fruto de parceria entre o Grupo Tracker (empresa de rastreamento e localização de veículos do Brasil) e a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado.

“Ao analisar os índices de roubo e furto destes maquinários nos últimos 12 meses, é possível observar comportamentos divergentes. Enquanto o foco maior do furto se concentra nos reboques e tratores, o roubo tem sua grande concentração no semirreboque”, afirma o especialista em Inteligência de Mercado do Grupo Tracker, Frederico Augusto Lanzoni.

“Quando comparamos os furtos e roubos das grandes metrópoles com a zona rural, é possível ver que a ação é completamente diferente. Na zona rural, existe muito mais planejamento e dinheiro envolvidos por trás do furto e roubo, porque essa carga pesada vale mais.” comenta o professor de Economia Erivaldo Costa Vieira, Coordenador do Necon – Núcleo de Conjuntura Econômica da Fecap.

Outro ponto a ser destacado é a diferença do comportamento entre os crimes de roubo e furto. “O volume de roubos apresenta índices três vezes maiores que o furto”, acrescenta Lanzoni. Já com relação aos modelos, na modalidade furto, os tratores representam 47% do total. Na modalidade roubo, 49% do total ocorrem no semirreboque, seguido pelo caminhão trator com 46% das ocorrências.

O perfil de atuação do criminoso também diverge quanto aos horários. Os furtos ocorrem, em sua maioria, na madrugada (26,58%), já os roubos, no período da noite (33,09%). Com relação às cidades com maior número de ocorrências, em julho, 45% das ocorrências foram em Jaguariúna, Jaú e Campinas.

Fonte/Créditos: Universo Agro