Acidentes com picadas de cobra são comuns em equinos pelas grandes chances de contato com cobras no campo.

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Acidentes com picadas de cobra são comuns em equinos pelas grandes chances de contato com cobras no campo. Com os avanços da medicina veterinária, essas ocorrências não determinam a morte do animal se for possível aplicar os primeiros socorros e tratá-lo como o soro antiofídico a tempo. Também é possível que ocorram em bovinos e cães, e o tratamento será semelhante.

As picadas tendem a acontecer em locais próximos da cabeça, lábios ou pescoço, quando o animal abaixa a cabeça na tentativa de reconhecer o animal estranho, mas também é possível que ocorra nos membros. O local da mordida pode apresentar uma, duas ou várias perfurações, com inchaço, hematoma e sangramento, além da dor aguda do animal.

Nos casos de acidente é importante localizar o local da picada para determinar a gravidade do caso. Na cabeça a picada é especialmente preocupante, pois pode causar dificuldade de respirar e a morte se a traqueostomia não for realizada a tempo. Nesses casos, inserir um pedaço de tubo flexível como uma mangueira nas narinas no equino, com as pontas polidas para não machucar a mucosa, vai garantir a passagem do ar e aumentar as chances de sobrevivência.

Enquanto o médico veterinário não chega, acalmar e imobilizar o animal vai garantir que o veneno da cobra não se espalhe tão rapidamente. Em casos de sangramento intenso deve ser feita uma pressão no local com uma tolha para conter a hemorragia. Não amarre nem faça um torniquete na picada, essa prática vai dificultar a passagem do sangue podendo ocasionar gangrena ou necrose. Cobrir a ferida com emplastos caseiros, como folhas de fumo, urina, terra ou qualquer outra opção também não é indicado pela possibilidade de infeccionar o local. Também não aplique gelo, não tente sugar o veneno nem corte o local.

As espécies venenosas mais comuns e os sinais de suas picadas são:

Jararaca – local com inchaço, dor e hemorragia em até 3 horas;
Surucucu – sintomas semelhantes, inchaço e hemorragia;
Cascavel – dificuldade de abrir os olhos, visão turva, dor muscular, urina avermelhada que se torna escura com a insuficiência dos rins após 6 a 12 horas;
Coral – dificuldade de abrir os olhos, dificuldade de engolir, falta de ar com insuficiência respiratória.

Fonte/Créditos: Meio Rural