Planta rústica pode alcançar três picos de florada, com possibilidade de produção de 10 á 12 quilos de frutas para cada pé

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O trabalho de assistência técnica e gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS) tem colaborado para que produtores de hortifrutigranjeiros invistam em culturas ainda pouco conhecidas no país, mas, que possuem expressivo valor agregado. É o caso de Gervásio Graeff que possui propriedade no município de Figueirão e há pouco mais de um ano resolveu investir no cultivo de pitaya.

O produtor conta que depois de conhecer o fruto, ele pesquisou sobre a viabilidade de cultivar na sua propriedade e com orientação do técnico do programa Hortifruti Legal começou o plantio em uma área de 1 hectare, com duas variedades: branca e roxa. “Em menos de um ano obtive a primeira colheita que deve totalizar mais de 120 kg”, diz o produtor.

Pitaya é cultivada em poucas regiões

A planta que produz a pitaya é uma cactácea originada na América do Sul, mas, que na última década se popularizou em outros continentes. Com sabor peculiar e adocicado, o fruto é rico em vitaminas e a polpa tem alta concentração de fibras, além de possuir baixo teor calórico e ação laxante. No Brasil, ainda são poucas as regiões que investem nesta cultura, que é comercializada com valores que variam de R$ 30 a R$ 60 reais por quilo.

No caso de Graeff, ele explica que pelo fato de ser a primeira colheita decidiu vendar o produto para frutarias especializadas ou por encomenda. “Os frutos ainda não tem um padrão de peso e tamanho. Em função disso estou cobrando de R$ 20 a R$ 40 reais e posso afirmar que a comercialização foi realizada praticamente na divulgação entre familiares, amigos e conhecidos”, conta o produtor.

Outras culturas

O técnico de campo José Loretto é responsável pela assistência a 20 produtores no município e destaca que o trabalho realizado com as famílias possibilitou uma produção expressiva de mandioca, melancia, limão tahiti, além da experiência positiva com a pitaya. “Apesar de ser uma planta rústica e de clima semiárido, necessita de adubação e irrigação para ter um bom desenvolvimento. Desta forma pode alcançar três picos de florada, com possibilidade de colher entre 10 e 12 kg de frutas para cada pé. No caso do Gervásio, a dedicação proporcionou um resultado satisfatório em menos de um ano”, diz Loretto.

Com apoio do programa, os produtores assistidos pelo Senar/MS no município comercializaram juntos em 2016 mais de R$ 100 mil. Se depender da força de vontade igual a de Graeff, estes números devem aumentar ainda mais: “Além da pitaya iniciei o plantio de 350 mudas de limão tahiti e siciliano, que devem começar a produzir daqui a dois anos. Enquanto isso, vou aumentar a área plantada da cactácea e pesquisar uma embalagem que agregue valor ao fruto”, diz o produtor.

Fonte: SF Agro