No mês passado, os embarques externos da proteína renderam US$ 131,2 milhões.

Houve incremento de 5,8% de faturamento em Goiás, mas uma redução de 31% na quantidade.

O Brasil faturou mais em abril com as exportações totais de carne suína, embora tenha embarcado uma quantidade menor no período. No mês passado, os embarques externos da proteína (considerando-se todos os produtos, entre in natura e processados) renderam US$ 131,2 milhões, valor 18,8% maior ante abril de 2016, quando o país faturou US$ 110,4 milhões. A quantidade embarcada, entretanto, caiu 17,6%, com 51 mil toneladas em abril, frente a 62 mil toneladas em abril de 2016.

As informações foram divulgadas na quarta-feira (10), em nota, pela Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa). O motivo da queda no total exportado, conforme a Abpa, ainda foi reflexo da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em 17 de março. Com os embargos levantados contra as carnes brasileiras pela China e Hong Kong, os embarques externos do Brasil cederam. No caso do principal mercado, Hong Kong, foram exportadas 48,4 mil toneladas entre janeiro e abril, ou 19% menos ante igual período do ano anterior. Já o mercado chinês, terceiro no ranking, importou 19,2 mil toneladas, ou 4% menos em relação aos quatro primeiros meses do ano. “Apesar da suspensão dos embargos, a retomada das exportações tem sido gradativa”, comentou o vice-presidente de Mercados da Abpa, Ricardo Santin.

“Isso, assim como o menor número de dias úteis para realização dos procedimentos de embarque, afetou o saldo final de abril. Este quadro deve ser mais favorável no resultado final das vendas de maio”, completou. No acumulado do ano, a Abpa informou que o setor segue com crescimento expressivo na receita das exportações, com total de US$ 534,9 milhões no primeiro quadrimestre deste ano, ante US$ 385,6 milhões nos quatro primeiros meses de 2016. O saldo em quantidade também é positivo, com 230,3 mil toneladas exportadas em 2017, número 1,5% acima do desempenho registrado no primeiro quadrimestre de 2016, de 226,9 mil toneladas.

A Rússia, maior importadora de carne suína do Brasil, expandiu sua participação entre os principais mercados para o setor e agora é destino de 40,5% dos embarques realizados em 2017, informou a Abpa. “No ano, a alta acumulada das vendas para o país chega a 15% em comparação com o ano anterior, com 92,1 mil toneladas exportadas no primeiro quadrimestre deste ano”, informou a entidade.

Goiás

Segundo a assessora técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Christiane Rossi, em relação ao comportamento das exportações, houve incremento de 5,8% de faturamento em Goiás, porém uma redução significativa de 31% na quantidade. “Foram 30 milhões de dólares provenientes da comercialização de 13 mil toneladas de carne suína (todos os produtos: in natura e processadas),  de janeiro a abril de 2017 comparados com o mesmo período de 2016”, aponta a assessora.

Fonte/Créditos: Sistema FAEG