No Brasil, esse sistema é mais comum em períodos de seca, pois coincide com o período de escassez de forrageiras.

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É comum ver por todo o país sistemas de criação de gado em confinamento, sistema esse que mantém os bovinos em lotes, encerrados em piquetes ou currais com uma área restrita, na qual os animais recebem água e comida em cochos. Esse sistema é muito utilizado na fase de terminação dos bovinos e também para a venda de bois na entressafra.

Vale lembrar aos pecuaristas que esse sistema demanda certo conhecimento. Por isso, é necessário, antes da instalação, obter algumas orientações a fim de se evitar erros e consequentemente evitar grandes perdas financeiras. Antes de mais nada, o produtor deve trabalhar com a concepção de que o confinamento visa dar o melhor conforto aos animais para que eles possam se sentir bem e protegidos, com alimentação adequada para que cheguem ao abate com o peso ideal.

No Brasil, esse sistema é mais comum em períodos de seca, pois coincide com o período de escassez de forrageiras para o pastejo dos animais. Porém, para obter a terminação em confinamento, é preciso que haja alguns fatores determinantes, como é o caso de fontes de animais para terminação, fonte de alimentos e, um dos mais importantes, preço e mercado para o gado confinado. Em alguns casos, o elevado preço das instalações ideais para o confinamento acaba limitando a prática dessa atividade.

É bem verdade que são necessários altos investimentos na construção de algumas instalações ou mesmo para a adaptação daquelas já existentes. No entanto, cabe ao pecuarista analisar as vantagens e as desvantagens desse sistema, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista técnico. Falemos das vantagens, são elas: flexibilidade de produção; aumento da eficiência produtiva do rebanho; uso da forragem excedente do período quente; liberação das áreas de pastagem para outras atividades durante o período de confinamento; e uso eficiente da mão de obra, dos maquinários e dos insumos.

Quanto à escolha do local a ser implantado o confinamento, recomenda-se a escolha de uma área mais afastada, longe de rodovias ou de qualquer lugar com grande movimentação, pois isso evita que os animais se estressem, além de evitar contaminações e furtos. Devem ser consideradas também localidades onde existam fontes de água limpa e de energia elétrica. Áreas próximas a córregos ou rios devem ser evitadas a fim de amenizar o impacto ambiental. Além disso, áreas com boas drenagens garantem um piso seco, o que é vantajoso para os produtores.

Sendo assim, as instalações adequadas para o confinamento devem possuir componentes como um centro de manejo do gado, que serve para a recepção e o preparo dos animais confinados. Esse centro deve conter um curral com brete, balança e aparador, onde os animais serão vacinados, everminados e pesados. Além do centro de manejo, deve haver uma área para a produção e o preparo dos alimentos, que inclui um espaço para armazenamento e conservação deles.

Também é importante que haja um local destinado aos currais de engorda. Sendo que, estas áreas devem ser mantidas sempre limpas e protegidas contra insetos e roedores. Os currais ou piquetes de engorda devem conter uma área de 15 a 20m² por cabeça de boi. Os cochos devem ser colocados na parte da frente do curral, podendo ser construídos de diferentes materiais, desde que sejam suficientes para conter a quantidade de alimento necessária para os animais. Quanto aos dejetos, deve ser promovido o tratamento deles para que sejam revertidos em adubação orgânica.

Fonte/Créditos: Portal Agropecuário