Rede de satélites permite identificar nutrientes presentes nas plantas e deficiências do solo.

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Fábio Teixeira, brasileiro, fundador da startup Hypercubes, quer acabar com a fome no mundo. E para isso, conseguiu apoio e investimento da NASA, a agência espacial americana.

Ele é um dos palestrantes do Agro Tech Conference, que vai reunir as startups mais inovadoras da indústria do agronegócio.

Enquanto a própria NASA e empresas como a Space X gastam milhões de dólares no lançamento de um satélite, Teixeira desenvolveu uma tecnologia que permite lançar cada equipamento gastando menos de US$ 300 mil dólares.

O projeto da Hypercubes, startup fundada pelo brasileiro, funciona assim: a partir de uma “constelação” de satélites, que completam uma volta na terra a cada 90 minutos, são realizadas análises que “permitem olhar para uma plantação e determinar nível de fertilidade do solo, stress, espécies invasoras, doenças e até os nutrientes que estão presentes nas flores das plantas. Esse é um outro nível de informação, que pode levar a produção de comida para o estado da arte”, diz Teixeira.

Para ele, esse é um real benefício que a Hypercubes pode trazer para construir um mundo melhor. “Esse é um problema que nas próximas duas décadas temos que enfrentar. Em 2050 teremos 10 bilhões de pessoas no planeta, e vamos precisar produzir mais comida nas próximas décadas que nos últimos 10 mil anos juntos”, destaca.

O projeto de Fábio é tão inovador que chamou a atenção de Beto Sicupira, da 3G Capital e quarto homem mais rico do Brasil (atrás de seus sócios Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e do banqueiro Joseph Safra), que esteve na NASA para visita-lo e conhecer melhor a iniciativa.

Você deve estar se perguntando: como esse cara fez isso? Os satélites dão voltas e mais voltas no planeta, analisando o solo constantemente e enviando os dados sobre ele. “São 100 terabytes a cada vez que o satélite percorre a terra, a cada 90 minutos. Usamos machine learning para processar os dados no próprio satélite”, explica.

Os dados recebidos, portanto, são úteis para o pessoal em terra analisar e tomar as mais diversas decisões necessárias para melhorar o funcionamento da agricultura, por exemplo. Ele é capaz de ver se o solo está com um nível baixo de nutrientes e precisa de um reforço, por exemplo. “É um mecanismo de busca autônomo, que nos permite transmitir dados em tempo real”, conta.

Além dos benefícios para a agricultura, a Hypercubes pode ajudar a melhorar processos de mineração, controle de água, exploração de óleo e gás. Para Fábio, a empresa representa uma grande oportunidade de negócios, mas também uma grande solução para alguns dos maiores problemas da humanidade.

Fonte/Créditos: StartSe