O número de fêmeas abatidas atingiu a maior proporção no abate desde 2014: 48,90%

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O abate de bovinos mato-grossenses teve seu pior primeiro semestre desde 2010, de acordo com o último boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A quantidade de animais abatidos nesse período recuou 4,17% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar de toda a conjuntura desfavorável (preços em queda, fechamento de plantas frigoríficas) para o abate de bovinos no primeiro semestre, ainda assim, segundo o Instituto, notam-se algumas características deste abate que podem identificar um início de reversão do ciclo pecuário (intensificação do descarte de fêmeas).

Primeiro: o número de fêmeas abatidas cresceu 8,38% em relação ao primeiro semestre de 2016 e atingiu a maior proporção no abate desde 2014 (48,90%). Segundo: o abate de fêmeas com mais de 36 meses (em plena idade reprodutiva) aumentou 14,63%. Desta forma, vê-se que, mesmo com todo o rebuliço pelo qual passa a pecuária, o ciclo pecuário não se interrompeu, atuando como um fator de pressão sobre os preços.

Fonte/Créditos: Portal DBO